quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vamos lá, Guccinha


Tenho um acordo com os meus Weims, de vez em quando viro-me para eles e digo: “Vejam lá o que aprontam, têm que ficar comigo pelo menos 10 anos”
Claro que isto entra-lhes por uma orelha, não dá volta alguma na cabeça deles e volta a sair pela outra. Que é como quem diz, olham para mim por uns breves segundos e voltam a roer o osso.
A raça Weimaraner tem vários calcanhares de Aquiles: Torção gástrica, Estomago sensível, Narcolepsia – entrar num sono profundo – e a famosa Displasia da Anca. Por isso não é de estranhar que esteja sempre atenta à saúde dos Weims. Há miníma coisa, lá vamos os 3 a caminho da Vet.
Com este mau estar da Gucci, ando – literalmente – com o coração nas mãos. Após ter melhorado ontem, hoje acordou de novo num estado de prostração. Nem à rua queria ir e tão pouco quis comer o osso que o Sr do talho lhes arranja diariamente.


Enquanto na Terça-feira faltei ao trabalho para ficar com ela, hoje não o pode fazer. No meu local de trabalho não entendem que ficar em casa a tratar da cadela, é a mesma coisa quando uma das minhas colegas fica em casa por causa do filho. Por muito que explique, não há como os fazer entender.
O já famoso Cesar Millan, diz que muitos dos problemas que temos com os cães é porque os tratamos como “pessoas”. Ou seja, um cão ... é primeiro um animal, depois um cão, depois a raça e finalmente o nome. Sendo que, a grande maioria das pessoas educa o seu pet pensando apenas no nome. Quando na realidade, deveria de lidar com ele como se fosse um animal.
Tudo muito bem.


Mas quem é que quer ter um animal em casa?
Quem é que de nós tem um cão para ter um animal em casa? Ninguém vai a um canil buscar um animal. Vamos buscar um companheiro, um amigo.
Nós não temos animais. Temos os nossos amigos, companheiros de 4 patas. Temos a Gucci, o Calvin, o Timon, o Rocky, o Balsemão, o Savage, a Bernina, a Blue ...
Longe vão os tempos em que os cães eram animais de trabalho, de guarda, de quintal. Hoje em dia, já não existe uma separação entre os cães de companhia ou de luxo e os de trabalho ou caça. Hoje, a maior parte são ... de companhia. Tratamos deles, olhamos por eles. Não como se fossem nossos filhos (pelo menos não os considero assim), mas como nossos dependentes. Sobre os quais temos a máxima responsabilidade, perante as suas indefesas e falta de discernimento perante os perigos que correm no nosso mundo urbano.



Hoje vamos de novo à Vet. Mais uma injecção para reforçar o anti-biótico. A ver se a “miúda” começa de novo a melhorar e continua assim.
Parte-me o coração vê-la sem energia, de orelhas descaídas e olhar tristonho. Quando se senta no parque e nem para vir receber um biscoito se levanta ou quando o Calvin começa a provoca-la para correr e ela quieta fica. Não é a Gucci, definitivamente.

6 comentários:

Van Dog disse...

Que continues a melhorar, Gucci!
(e aproveita o mimo extra: és uma cachorra cheia de sorte...)

Sofia disse...

Coitadinha! E ontem que ela estava tao melhor... As melhoras para a princesa!

Bjs

Rocky disse...

Então, Guccinha, toca a melhorar! Não gostamos de te saber assim, doentinha... Ora toma lá mais uma lambidela especial para ver se animas :p

Unknown disse...

Fica boa rápido, Gucci!

Bjs

Thor and Jack disse...

Olá Gucci!
Espero que você melhore logo!

Thor

Helena disse...

Obrigada a todos pelas melhoras da Gucci.
A miúda é uma sobrevivente - e não é de agora - e com os seus altos e baixos parece melhorar.
Seja como for, a ver se recompõe por completo.

Um abraço a todos
Druiel